#OutubroRosa – Atividade física e tratamento do câncer

A atividade física pode agregar no tratamento do câncer?

Segundo o oncologista do HCor Onco, Dr. Auro Del Giglio, o sedentarismo oferece mais riscos à saúde do que a prática de exercícios, mesmo em pessoas que se recuperaram da doença. Treinar regularmente pode até diminuir a chance de recorrência do câncer.

“A prática de atividade física pelo menos três vezes por semana é uma excelente ferramenta para restaurar e melhorar o bem-estar físico durante o tratamento do câncer de mama. Os exercícios aumentam a força muscular e a capacidade funcional, além de auxiliar no controle do peso, reduzir os sintomas de fadiga, melhora da autoestima e da qualidade de vida do paciente”.

A obesidade, que cresceu drasticamente nos últimos 40 anos, aumenta as chances de desenvolver problemas de saúde como diabetes e doenças cardíacas. Ainda que não haja uma ligação comprovada entre a obesidade e o câncer, o excesso de peso impacta negativamente no tratamento da doença.

Exercícios físicos e seus benefícios: como a atividade física influencia, não apenas no bem-estar, mas também na preservação da saúde, os exercícios contribuem para o equilíbrio do metabolismo e reduz o surgimento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Dessa forma, o exercício é um aliado em todas as fases da vida, inclusive após o tratamento do câncer. Como sugestão de atividade física, vale todas as aeróbicas e não aeróbicas.

“A falta de exercícios físicos, a má alimentação e o estresse têm sido os principais contribuintes para o crescente número de casos de doenças crônicas, incluindo as cardiovasculares, o diabetes e o câncer, sendo que, para o aumento da idade, maior a parcela de influência no risco”.

Um dos efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama é a fadiga. Pois ela reduz a capacidade de realizar as atividades diárias e de maior duração, o que prejudica seriamente a qualidade de vida.

“Uma mulher já diagnosticada com câncer de mama também leva vantagem ao se movimentar regularmente, e os exercícios ajudam a combater a fadiga e podem melhorar o perfil lipídico das pacientes”.

Exercícios moderados pelo menos três vezes por semana: a atividade física desempenha um papel importante na redução do risco de outros tipos de câncer. Numerosos estudos já comprovaram a eficácia da atividade física na prevenção da doença.

“Caminhar, correr, jogar tênis ou até mesmo praticar jardinagem são formas de exercícios. Não só queima calorias e melhora o colesterol, mas também pode ajudar a diminuir a ansiedade durante o tratamento do câncer. Para iniciar exercícios físicos com mais segurança, é muito importante consultar sempre o seu médico”.

Atividades Físicas e o Paciente com Câncer

No passado, os pacientes em tratamento de doenças crônicas, como câncer ou diabetes, eram orientadas por seus médicos a se manterem em repouso e a reduzirem suas atividades físicas. Essa orientação procede se a prática de exercícios provoca dor ou falta de ar em pacientes com histórico prévio de doença cardíaca (arritmias e insuficiência cardíaca).

Recentes pesquisas demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode melhorar o desempenho físico e a qualidade de vida do paciente. Já o repouso em excesso pode resultar em perda funcional, atrofia muscular, além de reduzir a amplitude dos movimentos do paciente.

Confira alguns dos benefícios da prática regular de exercícios durante o tratamento oncológico:

  • Manter ou melhorar sua capacidade física.
  • Melhorar o equilíbrio, diminuindo o risco de quedas e fraturas ósseas.
  • Evitar a atrofia muscular.
  • Diminuir o risco de doença cardíaca.
  • Diminuir o risco de osteoporose.
  • Melhorar a circulação sanguínea.
  • Tornar o paciente independente para suas atividades cotidianas.
  • Melhorar a autoestima.
  • Diminuir o risco de ansiedade e depressão.
  • Diminuir as náuseas.
  • Melhorar o humor e o relacionamento social.
  • Evitar a fadiga.
  • Ajudar a controlar o peso.
  • Melhorar a qualidade de vida.

Ainda não se sabe muito sobre como os exercícios e as atividades físicas afetam a recuperação do câncer ou seus efeitos no sistema imunológico. Porém, a prática de exercícios moderados regularmente traz benefícios à saúde do paciente com câncer.

Objetivos do programa de exercícios

Durante o tratamento

Embora existam muitas razões para ser fisicamente ativo durante o tratamento do câncer, o programa de exercícios deve ser baseado no que é seguro, eficaz e agradável para cada paciente. O programa deve levar em conta atividades anteriores que o paciente já costumava seguir antes da doença e também seus novos limites. Portanto, a prática de atividades deve ser adaptada aos interesses e necessidades de cada um.

O que levar em consideração:

  • Tipo e estadiamento da doença.
  • Tipo de tratamento.
  • Condicionamento físico.

Só inicie a prática de exercícios físicos após liberação de seu médico oncologista e certifique-se que o profissional que irá elaborar sua rotina de exercícios conhece seu diagnóstico e suas limitações.

Após o tratamento

Para pacientes em recuperação do tratamento. Muitos efeitos colaterais melhoram algumas semanas após o término do tratamento do câncer, mas alguns podem demorar mais tempo ou até surgir muito mais tarde. A maioria dos pacientes é capaz de aumentar lentamente o tempo e a intensidade dos exercícios.

O que pode ser uma atividade de intensidade baixa ou moderada para uma pessoa saudável pode parecer uma atividade de alta intensidade para alguns ex-pacientes. Lembre-se que o exercício moderado é definido como uma atividade que exige tanto esforço quanto uma caminhada rápida.

Para pacientes sem doença ou com doença estável. Durante essa fase, a atividade física é importante para a saúde e qualidade de vida do paciente, podendo até aumentar a sobrevida de alguns pacientes. Existem evidências de que ter e manter um peso saudável, comer de forma equilibrada e ser fisicamente ativo podem reduzir o risco do aparecimento de um segundo câncer, além de outras doenças crônicas. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses possíveis benefícios.

Recomenda-se que os ex-pacientes sigam as seguintes ações:

  • Pratique atividades físicas regulares.
  • Evite o sedentarismo e retorne às atividades diárias normais assim que possível após o diagnóstico.
  • Procure exercitar-se pelo menos 150 minutos por semana.
  • Inclua exercícios de treinamento de força pelo menos 2 dias por semana.

Atenção

Todas as atividades físicas devem ser acompanhadas pelo seu médico, por isso converse com ele sobre sua intenção de praticar exercícios físicos, sua intensidade e sua frequência.

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Sobre o autor

Amaury Baião

Amaury Baião

Amaury é professor de educação física formado em licenciatura plena pelas Faculdades ESEFAP. É técnico em musculação pela FEPAM, técnico em treinamento funcional pelo Instituto Mauro Guiselini e desde 2007 é personal trainer. É também coach de corrida para iniciantes e atletas. Se você curte atividades físicas, treinamento, musculação e dicas de alimentação, quer ficar informado sobre as corridas da região e adora um desafio, acompanhe a coluna Papo de Personal onde compartilharemos tudo sobre o mundo fitness. Bora movimentar-se!

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