Como a pandemia mudou os hábitos de exercício físico no Brasil

Dados da empresa de relógios Polar mostram como a atividade física também ficou dentro de casa nos últimos meses

Com o isolamento social  promovido para evitar a proliferação do coronavírus, a atividade física no Brasil caiu cerca de 20%. Os dados vêm de pesquisa da Polar, empresa de aparelhos vestíveis (wearables) para atividade física, que usou as informações que seus aparelhos coletaram no período para descobrir como o exercício físico tem mudado.

O principal impacto foi sentido nas atividades outdoor (ao ar livre). A prática de corrida e esportes de força diminuíram 13% e 55% respectivamente. Atividades que demandam equipamento especializado, que normalmente podem ser encontrados em academias e clubes, também sofreram queda: corrida na esteira caiu 67%, enquanto a natação foi a mais impactada: queda de 86%.
No entanto, o treino em casa entrou para substituir essas atividades. O treino funcional aumentou em 94%, por exemplo. O ciclismo indoor também aumentou 42%, impulsionado também pelo preço mais baixo de bicicletas ergométricas no mercado.

“O relógio (da Polar) sincroniza as informações que grava com o aplicativo,” afirma André Bandeira, country manager da empresa finlandesa no Brasil.

“Desse aplicativo, vai para a base de dados que está na nossa matriz. A partir daí, podemos ter insights sobre o comportamento do nosso usuário.”

Bandeira deixa claro, porém, que os números refletem apenas pessoas que já estão acostumadas a fazer exercício físico e, por isso, usam vestíveis como a da Polar para monitorar suas atividades. Ele também ressaltou que a pesquisa manteve a privacidade e anonimato de todos os usuários.

A pesquisa também mostra como os hábitos de sono mudaram. Sem precisar se deslocar todo dia ao trabalho, o brasileiro tem dormido mais tarde e acordado mais tarde também. Em geral, isso tem se traduzido em 21 minutos a mais de sono por dia, em média.

“O fato de pessoas estarem dormindo melhor é um bom indício, apesar do menor exercício físico,” disse Bandeira.

Apesar da pandemia, o mercado brasileiro segue forte no setor dos vestíveis. Segundo Bandeira, o crescimento estimado no mundo é de 20% ao ano. Ele também acredita que quarentena vai ampliar a preocupação do brasileiro com a saúde física.

“Tudo o que a gente está vivendo agora está relacionado a saúde. Então o número de pessoas fazendo atividade física deve virar e, provavelmente, o sono vai se manter,” disse.

“É um mercado que está em crescimento pleno”

“Mudar os hábitos de vida, incluindo uma alimentação mais saudável e exercícios físicos, não é tarefa fácil em uma rotina normal. Imagine, então, adotar esse estilo no meio de uma pandemia”

Então nutricionista e educadores físicos se adaptaram e essa realidade e estão colocando novas propostas de trabalho e atividades para as pessoas comerem e treinarem em casa, tendo hábitos mais saudáveis e mantendo o corpo ativo e a imunidade alta.

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Sobre o autor

Amaury Baião

Amaury Baião

Amaury é professor de educação física formado em licenciatura plena pelas Faculdades ESEFAP. É técnico em musculação pela FEPAM, técnico em treinamento funcional pelo Instituto Mauro Guiselini e desde 2007 é personal trainer. É também coach de corrida para iniciantes e atletas. Se você curte atividades físicas, treinamento, musculação e dicas de alimentação, quer ficar informado sobre as corridas da região e adora um desafio, acompanhe a coluna Papo de Personal onde compartilharemos tudo sobre o mundo fitness. Bora movimentar-se!

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