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Saúde inicia censitário canino na zona sul para identificação de leishmaniose em cães

Amostras de sangue serão coletadas dos animais, levantamento deve durar 6 meses Foto: divulgação

O Centro de Controle de Zoonoses iniciou nesta segunda (8) um novo censitário canino na zona sul de Tupã, a fim de identificar precocemente casos de leishmaniose. Os agentes visitam residências com cães para coletar uma amostra de sangue dos animais, que será enviada para análise laboratorial.

Segundo a diretora de Departamento de Vigilância em Saúde, Joselaine Pio Rocha, a ação tem por objetivo prevenir a proliferação da doença em regiões com maior histórico de casos.

“Os moradores devem autorizar a retirada de sangue dos cães existentes na casa. Nossos profissionais estarão uniformizados, utilizando agulhas e seringas descartáveis no trabalho de campo, e pedem ao tutor apenas alguns dados essenciais para a identificação da amostra e para contatar o proprietário, caso o resultado seja positivo”.

O material é colocado em tubo estéril, e um questionário individual deve ser preenchido com nome e sexo do animal. O diagnóstico é feito por meio de exames sorológicos laboratoriais. Quando há confirmação da doença, uma contraprova é realizada pelo Instituto Adolfo Lutz – CLR IV Marília, unidade de referência.

O supervisor de Controle de Zoonoses, Douglas Kimura, informa que mais de 110 quadras devem ser visitadas nesta primeira fase. Partindo da região dos bairros: Jardim Guanabara, Vila Indústria, Vila Independência, e Jardim Santa Rita, para futuramente entrar na zona leste do município. A previsão é concluir o censitário em até seis meses.

“Nos guiamos por um mapa com as quadras que precisamos trabalhar, nele sinalizamos os locais percorridos e onde não havia ninguém em casa para nos atender. Começamos por volta das 8h, e estendemos até 13h, sem pausa, dessa forma, retornamos nos endereços fechados no horário de almoço, facilitando o atendimento”, conta.

Os vetores da leishmaniose visceral são insetos pequenos, medindo de 1 a 3 mm de comprimento, conhecidos popularmente como mosquito-palha. Na área urbana, o cão é a principal fonte de infecção, pois quando o vetor se alimenta do sangue de um cachorro infectado, e depois pica o ser humano, o indivíduo pode ser acometido pela leishmaniose visceral, doença com alta letalidade se não for tratada.

Apenas com o censitário canino é possível evitar que esta zoonose volte a ser um problema grave na cidade. O secretário de Saúde, dr. Miguel Ângelo de Marchi, explica ser determinante observar a saúde dos animais e participar das ações de identificação de casos.

“Dependendo do organismo do hospedeiro, a leishmaniose canina irá se desenvolver de uma forma aguda ou crônica. Entre os sinais mais comuns da doença estão as alterações cutâneas, emagrecimento, e fraqueza nas patas traseiras. Entretanto, cães infectados podem permanecer sem sinais clínicos por um longo período ou morrer em poucas semanas. Por isso, os donos devem ficar atentos e cooperar com o censitário canino. Dessa forma, evitamos que o ciclo de transmissão afete as pessoas”, finaliza.

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