57 anos: Centro Cultural de Queiroz é inaugurado no dia do Aniversário da cidade

Nesta terça-feira (28), a cidade de Queiroz completou 57 anos de emancipação política-administrativa.

Após uma série de atividades para comemorar a data durante a semana, neste dia oficial de aniversário, o município inaugurou uma importante obra: o Centro Cultural, que recebeu o nome de “Oswaldo Cervigni” (in memoriam).

A solenidade de entrega do espaço contou com a presença do Prefeito Rodrigo e da vice-prefeita Rosana que destacaram que o Centro Cultural trará um olhar diferenciado e significativo para as crianças e adolescentes.

Rodrigo, por sua vez, destacou ainda que será um espaço de lazer, arte, cultura, educativo e que terá uma ampla programação de atividades que ainda estão sendo definidas.

“Queiroz ganha com o novo espaço. O nosso desejo é que esta obra venha enriquecer a interação entre crianças e jovens, melhorando as práticas culturais e educacionais no município”.

O ato contou também com a presença de lideranças políticas, secretários municipais e convidados que compuseram a tribuna de honra, entre eles: o Deputado Federal Arlindo Chinaglia, o Prefeito Walter Rodrigo da Silva e a primeira-dama Marian Colucci Cavalieri Silva, a vice-prefeita Rosana Bonfim Torres e seu esposo Augusto Eduardo Barbosa Torres, o Presidente da Câmara Municipal Nilson Binha, os vereadores Ricardo Dourado, Gislaine Costa de Jesus Paula, Juliano Abílio da Silva, José Ricardo Nemézio e Vilma Gomes da Silva Oliveira. Também o representante da construtora Ramez Jardim – o Diretor do Escritório da Secretaria do Desenvolvimento Regional de Marília – Sr. Marcos Elias.

As filhas do homenageado “Sr. Oswaldo Cervigni” (Candelária Cervigni Bonalumi, Clarice Cervigni Marques, Cléia Cervigni Martinelli e Cleonice Cervigni Perino) também marcaram presença e realizaram a entrega de lembranças às autoridades presentes, familiares e amigos; emoção e alegria envolveram a cerimônia.

Sobre o Homenageado

Oswaldo Cervigni nasceu em 18 de novembro de 1925, em Penápolis-SP. Filho de Augusto Cervigni e Candelária Garcia Cervigni. Dentre uma família de nove filhos, ele era o quarto.

Viveu na Fazenda Santa Candelária, de propriedade de seus pais de 1925 até 1956, por 31 anos. Casou-se com Conceição Jussiani Cervigni, em 12 de janeiro de 1950, em Penápolis-SP. O casal teve quatro filhas: Clarice, Candelária, Cléia e Cleonice.

Por ser um grande conhecedor de madeira, em 1957 resolveu se tornar um empreendedor, montando uma oficina em Braúna, fabricando móveis, carros de boi, carrocerias de caminhão e carretas para tratores. Com o falecimento de seu pai, aos poucos foi vendendo o que possuía para se dedicar à propriedade que herdou.

Em maio de 1963, o casal mudou de Braúna com as filhas para a fazenda Santa Catarina. Esta propriedade foi herdada de Augusto Cervigni. Viveu e trabalhou na fazenda até o seu falecimento, em 15 de julho de 2020, aos 94 anos e oito meses.

Oswaldo Cervigni tinha muitas habilidades, apesar de ter estudado somente até o terceiro ano do primário. Ele poderia ser considerado hoje, um engenheiro autodidata, pois construiu muitos imóveis rurais (casas, curral, tulhas, serraria, oficina, na sua propriedade e nas da família). Ajudou na construção da ponte de madeira sobre o rio Aguapeí, popularmente conhecido como rio Feio, que foi inaugurada em 1958. Esta ponte ligava a região noroeste à paulista, proporcionando o desenvolvimento da região.

Oswaldo Cervigni se destacava também em empreendimentos agropecuários. Chegou a ter em sua propriedade uma colônia de trabalhadores com cerca de 20 casas, gerando emprego para 20 famílias. A produção constava de: arroz, feijão, milho, algodão e mandioca, além do retiro de 300L diários de leite.

Retribuiu a oportunidade de suas filhas terem estudado em escola rural. Em parceria com a Prefeitura de Queiroz, construiu uma escola multisseriada na sua propriedade para atender aos filhos dos empregados da colônia. Oswaldo Cervigni era conhecido como o melhor carpinteiro da região.

O casal conheceu a “Vila Queiroz”, quando esta era pequena, com poucos recursos e habitantes, contudo ambos foram muito bem acolhidos pelos moradores. Ouvia-se deles, frequentemente, o quanto se sentiam orgulhosos pela expressiva atenção que a Prefeitura de Queiroz lhes conferia.

(Relato da Família Cervigni)

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