Pirâmide Financeira, você já ouviu falar?

Você sabe o que é uma pirâmide financeira e ela como funciona? Não acredite em milagre. Logo, lembre daquele provérbio que diz que quando a esmola é demais, o santo desconfia! Essa história de resultados extraordinários é, na maioria das vezes, papo de golpista e custa caro. 

Pirâmide financeira é o modelo de negócio em que participantes se tornam membros de um esquema com promessas de ganho rápido e alto, mas acabam perdendo dinheiro. Assim, usamos a expressão pirâmide pelo modelo do negócio.

Tudo começa no topo, com uma pessoa que convida um grupo para formar os “degraus” abaixo dela. Cada pessoa é responsável por recrutar seu próprio grupo, formando uma pirâmide, com o topo exclusivo e a base cada vez maior com novos membros.  

Os novatos investem para entrar no esquema, e assim, a base vai sustentando o topo. Ou seja, o lucro dos membros de cima não vem do retorno do investimento, mas das taxas pagas por quem entra no sistema. Com o tempo, o negócio se torna insustentável, já que é impossível atrair novos participantes o suficiente para bancar toda a pirâmide.

As pirâmides financeiras são confusas na hora de explicar como lucram, têm como prioridade recrutar mais gente, prometem muito e seduzem com a oportunidade de mudar de vida. 

Em geral, as pessoas pagam para entrar para não perder a “oportunidade única”, e o “lucro” do investimento que vem dessa essa taxa paga.

Depois, a pessoa precisa convencer mais duas pessoas de entrar, para que as pessoas possam continuar recebendo os “lucros”.

Podem também envolver investimentos “sem risco”, como criptomoedas ou moedas estrangeiras.

O maior problema é que o convite vem disfarçado, um amigo indica e a pessoa fica interessada, pois tem o selo de confiança do amigo.

Portanto, a pessoa faz a pesquisa da empresa. Ela fica desconfiada, porque as informações são vagas. Mas os vieses de confirmação falam alto.

Então, ela decide entrar com um “valor pequeno” do patrimônio. Por exemplo: um investidor que tem 1,5 milhões entra com 200 ou 300 mil.                             

Além disso, os rendimentos, muitas vezes, são “garantidos em contrato”, o que dá uma falsa sensação de segurança.

Em geral, as pessoas caem nessas pegadinhas por dois motivos: FALTA DE CONHECIMENTO e GANÂNCIA.

Já vi muitas pessoas muito bem aconselhadas – com um nível de consciência financeira maior que a média da população – e ainda assim caindo em pirâmides.

Em geral, essas pessoas também recebem o convite de um “amigo”.

E aí rola uma certa inveja e um medo de ficar de fora.

Do tipo: “meu amigo vai ganhar 20% ao mês, eu não posso perder”.

Então, mesmo que a pessoa desconfie, ela não quer não participar porque tem medo do julgamento.

Você não deve investir em algo que não entende – e, para isso, deve se munir de informações confiáveis sobre o ativo.

Fuja de promessas do tipo “fique rico rápido” e analise o racional por trás disso com muito ceticismo. Na maioria esmagadora das vezes que alguém te sugere um negócio que você pode ficar rico rápido e sem nenhum esforço, vai ser uma grande de uma furada e vai te fazer perder dinheiro.

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Sobre o autor

Carlos Henrique Luques Ruiz

Carlos Henrique Luques Ruiz

Dr. Carlos Henrique Luques Ruiz - Advogado; Pós Graduado em Direito Tributário; Perito Contábil; Pós Graduado em Gestão Pública com ênfase em Cidades Inteligentes. Membro do Conselho Regional de Prerrogativas da 18ª Região da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo

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