Filhote de onça parda é resgatado em canavial

O filhote de onça parda resgatado em uma propriedade rural em Reginópolis (SP) tem apenas cerca de três semanas de vida, segundo a médica veterinária do zoológico de Bauru (SP). 

O animal, encontrado em meio a um canavial por trabalhadores e resgatado pela Polícia Ambiental, foi levado ao zoo para receber cuidados veterinários em virtude do pouco tempo de vida. 

“Ele ficará conosco enquanto precisar de cuidados, e ainda precisa de muitos. Depois, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado e o Ibama irão dizer qual será o melhor lugar pra ele”, explica Claudia Cristina da Costa Ladeira, diretora do zoológico de Bauru. 

O zoo de Bauru, que conta com cerca de 700 animais de 170 espécies diferentes, entre aves, répteis, peixes e mamíferos, já tem um casal de onça parda em exposição, mas o novo morador não deve aparecer tão cedo para os visitantes. 

“Além dele ainda precisar de cuidados, filhotes não ficam em exposição no zoológico. Apesar de tranquilo, no momento, estamos de olho nele 24 horas por dia, sendo que, a cada 3 horas, ele precisa tomar um leite especial para felinos”, conta a médica veterinária do zoológico de Bauru, Fernanda Mara.

Resgatado sem ferimentos, o filhote de onça parda chegou a ser confundido com uma jaguatirica, mas logo a confusão sobre a sua identidade foi desfeita. Com a avaliação veterinária, o animal já conseguiu aumentar em 16% seu peso.

De acordo com Fernanda, o felino muito provavelmente nasceu no canavial ou foi escondido pela mãe no local. A suspeita é de que ele tenha sido encontrado quando ela saiu para se alimentar ou trocar outros filhotes de lugar. 

Por ser muito novo, a veterinária acredita que o animal possa ter dificuldades em se adaptar à natureza quando estiver recuperado, uma vez que, nesta fase da vida, ele necessita dos cuidados e dos aprendizados parentais. Ou seja, aprender com os pais a se alimentar, caçar, reproduzir e se proteger. 

“Um filhote desta idade não teve nenhum aprendizado para poder voltar à natureza. Por isso, acredito que ele deve ficar sob cuidados humanos e, depois, ser destinado para formação de um novo casal reprodutivo sob orientação do órgão responsável pela fauna”, diz Fernanda.

Fonte: G1.

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