Alison dos Santos conquista bronze nos 400m com barreiras nas Olimpíadas de Tóquio

Paulista de 21 anos crava a marca de 46s72 e leva a primeira medalha brasileira no atletismo nos Jogos

A dancinha começou já na pista de aquecimento, quando ele deslizou o dedo pela tela do celular e mandou a primeira da sua sequência de músicas da playlist “Olympic Games”, escolhida com todo amor e carinho antes da viagem para as Olimpíadas de Tóquio.

Prosseguiu na antessala dos atletas, onde eles ficam nos minutos antes da prova. Na hora da apresentação, Alison Brendom dos Santos, o Piu, de 21 anos, entrou com confiança, apontou para os céus e pediu proteção.

Alison dos Santos atletismo bronze Olimpíadas de Tóquio — Foto: Lucy Nicholson/Reuters

A combinação de descontração e foco surtiu efeito. Piu disputou a decisão dos 400m com barreiras no Estádio Olímpico de Tóquio sob forte sol e uma temperatura de 31ºC (sensação de 38ºC) com autoridade. E o resultado foi histórico. Com a marca de 46s72, novo recorde sul-americano, ele levou a medalha de bronze.

O ouro ficou om o norueguês Karsten Warholm, com novo recorde mundial (45s94). A prata acabou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Foi a primeira medalha brasileira no atletismo nas Olimpíadas de Tóquio e a 18ª da modalidade em todos os tempos – a primeira veio há 69 anos, com o ouro do lendário Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo em Helsinque 1952.

Depois de ter confirmada a medalha, o brasileiro se emocionou e desfilou pelo Estádio Olímpico com a bandeira brasileira.

Alison, Karsten Warholm e Rai Benjamin na final dos 400m com barreiras — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson

A marca feita por Piu é, simplesmente, a quarta mais rápida de todos os tempos, inferior apenas aos tempos dos dois primeiros colocados nesta terça-feira a ao recorde mundial anterior de Warholm (46s70).

Nas eliminatórias, Alison avançou no segundo lugar de sua bateria com a marca de 48s42, em uma corrida tranquilíssima.

Na fase semifinal, o brasileiro apertou um pouco mais o ritmo e venceu sua série com 47s31, novo recorde sul-americano. Ainda assim, reconheceu ao final da prova que não deu 100% de esforço porque se sentiu bem à vontade.

Antes da decisão pelas medalhas, Alison já havia quebrado seis vezes o recorde continental da prova em um espaço de pouco mais de três meses. A sequência incrível o deixou mais próximos dos dois expoentes da prova: o norueguês Karsten Warholm, bicampeão mundial e atual recordista mundial (46s70), e o norte-americano Rai Benjamin, dono da terceira melhor marca de todos os tempos (46s83).

Warholm e Benjamin, por sinal, fizeram ouro e prata no Campeonato Mundial de Doha, em 2019, quando Piu terminou em um sétimo lugar que lhe valeu como cartão de visitas para os rivais. Depois daquela experiência no Qatar, o brasileiro explodiu e se colocou entre os melhores.

Nascido em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, o corredor chama a atenção à primeira vista por carregar consigo uma grande cicatriz na cabeça e outras um pouco menores no peito e no braço esquerdo. As marcas são o resultado de um acidente doméstico com uma panela de óleo quente aos 10 meses de idade.

Fonte: https://ge.globo.com/

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