Designer Tupãense produziu figurinos na nova novela “Nos Tempos do Imperador” da Rede Globo que estreia hoje

A trama é baseada em fatos históricos e traz personagens como o Imperador Dom Pedro II

Jaq Nogueira nasceu no dia 18 de julho de 1985 e é mais uma Tupãense que traz os olhos do cenário nacional para o município.

É graduada em Negócios da Moda (2006), Especialista e Mestre em Design de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi/SP e Docente nas conceituadas Faculdades de Moda: Anhembi Morumbi, IED, FAM e FAIP

Suas principais disciplinas de atuação são: laboratório de criação, planejamento de produto, estamparia digital, tecnologia Têxtil, laboratório de costura – desenho de observação, desenho técnico, desenho digital, modelagem bi e tridimensional (moulage), costura e fichas técnicas.

Nos Tempos do Imperador

Tupã é berço de dezenas de profissionais brilhantes que atuam ao redor do mundo, e neste caso não haveria de ser diferente, a Designer de Moda/Docente-Mestre estreia na maior rede de televisão da América Latina, a Rede Globo, em um de seus produtos mais valiosos: A Dramaturgia.

Em entrevista Jaq Nogueira conta como foi sua trajetória profissional até hoje, e como está sendo assinar e executar peças da nova novela das 18h da Globo: “Nos Tempos do Imperador”.

As novas produções estavam suspensas desde o início da pandemia, o que levou a emissora a reexibir seus antigos sucessos; e hoje o jejum da emissora será quebrado, com uma Tupãense participando da nova história da televisão brasileira.

Confira a entrevista

TN – Como surgiu a oportunidade de trabalhar na nova novela da Rede Globo?

JN – Eu sou da área acadêmica! Docente nos cursos de ensino superior de Design de Moda! Quando dei aula na FAM em São Paulo no 2018, tive o prazer de conhecer a Lu Wski, professora também. Eu sou da parte prática da moda, e ela mais de pesquisas e comunicação, a formação dela é incrível, historiadora…Trabalha há anos com a Rede Globo.

Eu e Lu nos tornamos grandes amigas desde o primeiro momento e no final de 2019 (ela não fazia ideia do meu sonho em trabalhar com figurino na globo), recebi uma ligação, onde a Lu me fez o convite e cara eu disse SIM, foi uma surpresa tão gostosa.

Inclusive, ela me disse, que só toparia pegar o trabalho se eu aceitasse a parceria. Como dizer não?! Foi um desafio pra mim! Um sonho realizado! Cresci muito profissionalmente, com toda certeza!

TN – Qual a sua atuação geral dentro da novela? Será ao longo de toda gravação ou foi alguma peça especial?

JN – Trabalhar com figurino é trabalhar com uma equipe bem gigantesca, e envolve muita pesquisa, principalmente por ser de época e rica em detalhes.

É modelagem, costura, lavagem para dar efeitos, estudo de cores, teste de iluminação, acessórios, enfim uma infinidade de detalhes.

A Lu fez parte da pesquisa de um dos núcleos e participou das reuniões e encontros. Recebi em mãos imagens de referências, tecidos, retalhos, trapos, eu tive que me virar nos 30, fiquei responsável pela confecção e execução de um dos núcleos chamado Pequena África.

Muitas peças foram desenvolvidas dentro da emissora, mas algumas roupas desse núcleo são minhas! “Tô” me achando.

TN – Com certeza você teve um longo caminho percorrido até chegar neste trabalho que traz uma projeção nacional para o seu nome e currículo. Qual outros trabalhos foram “especiais” para você?

JN – Nossa! Foram tantos! Me lembro que durante o meu mestrado, escrevi um artigo que foi aprovado para publicação e apresentação presencial no primeiro congresso de moda internacional, foi em Portugal, e incrível! 

Fiquei nervosa, torcendo para ninguém me fazer perguntas! Porque provavelmente eu precisaria responder em Inglês e acabei respondendo duas perguntas, ainda bem que eram de duas mulheres portuguesas! Me lembro delas até hoje. Tem como esquecer? Nunca.

Cada conquista minha foi comemorada! Ministrei aulas nas melhores faculdades de moda do Brasil (Anhembi Morumbi, IED (Instituto Europeo di Design), FAM, já fui chamado para dar aula no Senac/SP, mas infelizmente não pude aceitar. 

Sou muito grata e realizada profissionalmente, meu último trabalho como docente foi ao lado dos meus professores de faculdade! Foi uma troca de experiência sensacional. Só gratidão!

Vem mais surpresas por aí… ainda não posso contar. Estou mergulhando nessa onda de figurinista e amando, tem mais projetos e outras coisinhas fofas…!

TN – A moda hoje é sinônimo de liberdade, conquista e empoderamento, mas já foi divisão de classes, raças e até religião, como hoje influencia no nosso dia a dia?

JN – Hoje eu acho a moda bem liberal, cada um usa realmente o que quer, isso é ótimo, tanto que tendências não vem somente das passarelas, e sim das ruas, observando nosso cotidiano.

Com a correria e o tempo muito acelerado, as pessoas são reconhecidas e identificadas por meio do vestuário, hoje, podemos descrever o jeito da pessoa, mesmo que de maneira superficial! Para você ver o quanto é importante “o vestir”.

TN – As redes sociais hoje tem sido uma espécie de ditadura na vida de quem gosta e acompanha as novas tendências. Como não cair na cilada da era digital?

JN – Veste o que te faz sentir bem e feliz! E o principal… O que te cabe no bolso.

TN – Em quem você se inspira?

Meus professores que se tornaram amigos de trabalho, são pessoas do meu convívio, incríveis, reais, gênios e especiais.

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